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A BANDA LARGA EM PORTUGAL

O acesso à internet está a passar por mais uma etapa na sua curta vida em Portugal: a largura de banda.
Basta conversarmos com um par de utilizadores da Internet para nos apercebermos que o acesso por modem e linha telefónica analógica tem os dias contados, hoje a Internet apresenta-nos conteúdos que se não compadecem com os largos segundos de espera que um modem analógico nos obriga a suportar.
Desta realidade vai um passo para a corrida aos acessos de "banda larga", "10 vezes mais rápido" com diz a publicidade, mas Será mesmo assim?

 
 
O que é um vírus Informático?

Em informática, um programa que se reproduz e transfere de um computador para outro sem que o utilizador se aperceba pode ser um vírus. A maioria destes programas são concebidos para destruir dados ou imobilizar a operação dos sistemas. São transmitidos em ficheiros contidos em disquetes ou em transmissões online. Estes programas são os vírus informáticos.

Os vírus podem ser divididos em três grandes grupos: programas de demonstração (sim, a construção de um vírus também pode ser com um fim educativo!), programas de pesquisa para o avanço do conhecimento de viroses e métodos de ataque e finalmente, o pior de todos os motivos, os de más intenções.

O último grupo é de longe o maior e infelizmente o que mais quer que os seus resultados se propaguem. Novas viroses são constantemente difundidas através de troca de programas infectados entre utilizadores mais desatentos.

Como atacam?

Os vírus passam geralmente de um computador para outro através da troca de ficheiros por disquetes. Podem também passar quando vais buscar programas a outras máquinas por telefone ou meios afins. Devido aos métodos utilizados, esta passagem é transparente, de modo que um grande número de máquinas vai ficando infectada. Quando descobres a sua presença no teu computador deves imediatamente fazer uma análise de onde veio o programa infectado e tentar descobrir a sua origem. Existem no entanto já alguns vírus inteligentes que se apagam das disquetes depois de se copiarem para o disco do PC, perdendo-se assim o seu rasto e impedindo a sua eliminação.

Tipos de Vírus:

Existem muitos tipos de vírus de acordo com os tipos de ficheiros que infectam. O mesmo tipo de vírus evolui consoante a evolução dos sistemas operativos, adaptando-se sempre às últimas tecnologias e procurando novas formas de atacar os computadores. Nesta classificação dos vírus não estão incluídas todas as categorias, mas apenas as mais "tradicionais" e a mais utilizada actualmente.

Os Worms não são propriamente vírus mas, uma vez que têm algumas semelhanças com estes e são actualmente a maior ameaça informática deste tipo, são também incluídos neste artigo. Alguns exemplos de Worms são o Sircam, Nimda e BadTrans. Os Worms têm como principal objectivo a utilização do computador afectado para se propagarem para outros equipamentos utilizando para isso o envio massivo de e-mails ou as ligações de rede. Têm uma velocidade de propagação incrível, podendo em poucas horas estar espalhados por todo o mundo.

Chegam normalmente numa mensagem de e-mail com um ficheiro instalador em anexo, gerada por um computador infectado. Uma vez executado esse ficheiro, o Worm é instalado no sistema. Normalmente não há infecção de ficheiros, mas são efectuadas algumas alterações ao Sistema Operativo para que o Worm se possa executar de cada vez que o computador é iniciado. É também frequente que essas alterações causem o mau funcionamento do Sistema Operativo se o Worm for removido do sistema, o que implica a utilização de ferramentas específicas para ajudar à sua remoção. Em alguns casos, pode também haver envio de informação confidencial do equipamento para um endereço na Internet.

Vírus do sector de arranque (de boot), como o próprio nome indica, os vírus desta classe utilizam os sectores de arranque para se executar e tomar controlo cada vez que o computador arranca a partir de um disco contaminado. Vamos então dar um exemplo do processo típico que pode seguir um vírus desta classe para se instalar num computador.

Supõe que um amigo te empresta uma disquete cujo sector de arranque está infectado por um vírus de boot. O uso dos ficheiros incluídos nessa disquete não afectará em nada o estado actual do teu computador, ou seja, podes copiá-los e executá-los sem que o vírus integrado no sector de arranque possa fazer nada.

No entanto, há uma excepção a isto. Os problemas reais aparecem quando te esqueces de retirar a disquete da unidade A, no momento de iniciar o computador, pois ao arrancar pela disquete dará inicio à execução do vírus.

Por outro lado não te deves esquecer que hoje em dia é possível iniciar um computador através de toda uma gama de elementos de hardware, sejam unidades de armazenamento amovível (unidades zip, jazz, hi-fd, etc) e também CD-Rom ou DVD, para além dos habituais disco rígido e disquete.

A principal acção deste tipo de vírus é afectar a memória do computador de modo a que não possa ser utilizada para mais nada sem que o utilizador note qualquer alteração. Os vírus de arranque foram durante muito tempo a grande ameaça da informática.

Vírus de macro - Este tipo de vírus surgiu no final de 1994 e começou a popularizar-se a partir de 95. Rapidamente se tornaram os mais perigosos e difundidos, especialmente devido à utilização generalizada do Office e ao aumento da utilização da Internet como meio de partilha de documentos. Por essa altura foram responsáveis por cerca de 64% dos desastres informáticos, o que os converteu na maior ameaça contra a segurança informática mundial.

Actualmente estão em desuso, tendo sido ultrapassados pelos Internet Worms (Vermes de Internet) no que respeita à difusão e perigosidade. Convém porém explicar-te o que é uma macro. As macros são sequências automatizadas de comandos. As antigas aplicações em MS-DOS continham uma grande quantidade de comandos que se executavam mediante o carregar em sucessivas teclas, menus, etc. Para uma tarefa simples como imprimir um documento, havia que levar a cabo várias acções o que se tornava aborrecido. Para evitar isto foram criados as macros, que no inicio não eram mais do que simples sequências dos programas armazenadas num ficheiro.

Com o passar do tempo, passaram a ser pequenos ficheiros executáveis capazes de fazer acções completas. Um exemplo de algumas acções maliciosas que este tipo de vírus pode provocar: infecção do computador por um vírus convencional, apagar ficheiros/documentos do disco rígido, renomear ficheiros, copiar ficheiros pessoais para pastas públicas, enviar ficheiros do disco para moradas de correio electrónico e formatar o disco rígido.

Quantos Vírus Há?

Não é possível fornecer um número exacto porque novos vírus estão literalmente a ser criados todos os dias. A definição de novos vírus varia bastante e frequentemente os vírus são apenas classificados como variantes de outros conhecidos, dentro de um mesmo grupo. Tomando uma estimativa feita em Outubro de 1992, eram conhecidos cerca de 1.800 vírus para IBM PC, cerca de 150 vírus para Amiga, cerca de 30 para Macintosh e muito poucos para outros sistemas. Actualmente este número deve ser bem maior, mas temos de ter em conta que apenas muito poucas das viroses existentes estão difundidas. Por exemplo para PC's só aproximadamente 30 vírus estão a causar a maior parte dos problemas.

Como saber se tens um vírus no teu PC?

Os vírus tentam difundir-se ao máximo até que começam a dar sinais de vida. Mas podem ser por vezes detectados certos sintomas de uma infecção. Antes disso e é importante usar esta oportunidade para detectar e eliminar o vírus antes que este comece a sua fase de destruição.

Há vários tipos de sintomas que os seus autores escolheram e que passam por mensagens, sons, ou gráficos. No entanto a principal indicação é a alteração do tamanho dos ficheiros e o seu conteúdo. A diminuição da memória disponível é um bom indicador, pois o vírus tem que estar aí algures alojado.

Detecção de um Vírus

A detecção mais frequente é feita através da pesquisa de determinadas assinaturas, que não passam de simples sequências de letras, e que são próprias de cada tipo de vírus. Muitas vezes este tipo de pesquisa resulta em resultados falsos porque pode haver a coincidência de outro programa ter esta sequência na sua estrutura.

Outros são detectados pelo modo anómalo, pois estão residentes em memória ou utilizam os recursos da máquina.

Os Anti-Vírus

Para combater este mal tem vindo a crescer uma indústria de Software que se dedica essencialmente a produzir programas que detectem a existência dos ditos cujos, depois destes se terem infiltrado num computador, ou preferencialmente que detectem mesmo a sua tentativa de introdução e a possam evitar. As empresas com os produtos mais conhecidos são a Panda Software, a Norton e a McAfee.

A variedade de detectores disponíveis é grande e enquanto alguns são especialistas na detecção de um determinado tipo de vírus, outros tentam encontrar o maior leque possível de viroses. Assim, o mais aconselhável é mesmo utilizar vários tipos de detectores de vírus para assegurar uma melhor imunidade. Devido ao facto do número de vírus estar em constante aumento aconselha-se igualmente a tentar adquirir as versões mais recentes dos detectores.

Que deves fazer quando detectas um vírus

Nesta altura não deves entrar em pânico, tenta agir calmamente e evita ao máximo o estado de choque. O procedimento correcto é desligares o computador, voltares a ligar o mesmo, mas desta vez através de uma disquete "limpa", protegida em termos de escrita e com um anti-vírus que possa remover o vírus em questão. De notar que se arrancares o computador através duma disquete o vírus do disco duro não ficará activo.

Se a infecção for numa disquete então não desesperes, o lixo não é solução aconselhável. Através de um detector no disco duro podes eliminar a mesma facilmente. Quando detectados, alguns vírus podem ser removidos de um modo seguro do computador, enquanto que outros causam tais danos que a solução é mesmo voltar formatar o PC e voltar a instalar todos os programas que tinhas antes do PC ser infectado.

Todos estes e muitos outros tipos de vírus são bastante perigosos e não convém facilitar no que toca à protecção dos sistemas, sejam particulares ou empresariais. Um vírus pode espalhar-se a milhares, ou mesmo milhões, de computadores em poucas horas e a única solução é a prevenção.

Por isso, previne-te!!!


 
 

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