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MACHU PICCHU: Será o fim?

machupicchu.jpg (20250 bytes)Um dos principais sítios arqueológicos da América do Sul, a cidade inca de Machu Picchu, nos Andes peruanos, poderá virar pó a qualquer momento. A previsão - que deixou arqueólogos e viajantes de todo o mundo surpresos no início do mês passado - é de um grupo de geólogos japoneses que monitoram as ruínas incas. Há deslizamentos de terra no local e, segundo pesquisas, o sítio está recuando cerca de 1 centímetro por mês. "Trata-se de um estágio que antecede um deslizamento ou um desabamento", diz Kyoju Sassa, do Instituto de Pesquisas sobre Prevenção de Desastres da Universidade de Kyoto. Sassa informa que não é possível determinar quando ocorrerá o deslizamento, mas o desastre poderá destruir Machu Picchu totalmente.

Retirado da Revista National Geographic, junho de 2001.

A grande muralha da China

Imagem da grande Muralha da ChinaNo mundo da arqueologia, a China parece ser um pote sem fundo: quanto mais se cavouca, mais riquezas vão surgindo. No Deserto de Taklamakan, no norte do país, por exemplo, múmias e relíquias milenares surgem de tempos em tempos. Agora, pesquisadores chineses anunciaram que a Grande Muralha da China mede pelo menos 500 quilômetros a mais do que se calculava. Assim, seu comprimento chega a 7200 quilômetros, graças a novas descobertas de ruínas do muro num trecho do Deserto de Lop Nor, no noroeste chinês.

Retirado da Revista National Geographic, maio de 2001.

Jogando com o tempo

jogo real de UrNos últimos tempos, arqueólogos fizeram uma série de descobertas a respeito dos primeiros jogos de tabuleiros que teriam vindo inicialmente da China e da Índia. Depois de se desenvolverem no Egito, os jogos conquistaram o mundo ocidental. O professor inglês Irving Finkel, do Museu Britânico, é o pesquisador que tem desvendado os detalhes desses jogos. Graças a ele, hoje se conhecem as regras do jogo real de Ur, um tabuleiro descoberto pelo arqueólogo Leonard Wooley, em 1920. Em 1992, o professor começou a se corresponder com um trio de brasileiros (Maurício de Araújo, Patrícia e Mônica Sabino) que estavam dispostos a fabricar aqui réplicas desses jogos. Assim surgiu o Espaço Origem, com lojas em Belo Horizonte e São Paulo, que desenvolve esses tipos de tabuleiros em madeira nobre. Todos vêm acompanhados de um livreto com as regras. Conheça alguns deles: Jogo real de Ur - encontrado em 1920, na cidade de Ur (Suméria) por Leonard Wooley. A ação da partida é realizada por peças que representam cinco aves (gaivota, corvo, galo, águia e andorinha). Elas sobrevoam o deserto, procurando escapar de animais selvagens que as observam à espera de descuido. Durante o percurso, as aves param em oásis para descansar antes de seguir seu caminho. É possível que esse jogo tenha se originado a partir de um outro chamado pachisi, de origem indiana. Tábula - foi encontrado em escavações arqueológicas de antigas cidades da Suméria, atual Iraque. A exemplo do jogo real de Ur, acredita-se que também descende do jogo indiano pachisi. As peças percorrem o tabuleiro de acordo com a sorte tirada nos dados. O jogo tornou-se muito popular no Império Romano. Xadrez - a primeira referência a esse jogo está em textos persas do século VI. A origem porém, é ainda um tanto incerta. Escavações feitas em 1973 no Usbequistão encontraram duas peças do jogo, datadas do século II .A lenda mais famosa é a de um rei hindu que andava muito triste por causa da morte de seu filho. Nada conseguia alegrá-lo, até que apareceu na corte um jovem chamado Lahur Sessa, trazendo um novo jogo que desenvolvia a paciência e a prudência. Sobre um tabuleiro quadrado (dividido em 64 casas), Sessa começou a distribuir as peças brancas e pretas: soldados em pé (peões), elefantes de guerra (depois chajogos de damasmados de torres), cavalaria (cavalos), vizires (bispos), o rei e a rainha. Inicialmente, o jogo recebeu o nome de chaturana, que significa "exército formado por quatro membros". A expressão "xeque-mate" vem do árabe al shâh mat, que significa "o rei está morto". Existem cerca de 170 sextilhões de formas de se fazer os dez primeiros movimentos numa partida de xadrez. Jogo de Damas - muitos jogos nasceram como "instrumentos de adivinhação", usados por sábios e conselheiros. Eles garantiam que podiam prever até guerras depois de uma disputa. Assim, em 2000 a.C., nasceu no Egito o jogo de damas, inicialmente chamado de "alquerque". Adotado pelos gregos e romanos, passou a ser um jogo da aristocracia. Na Idade Média, enquanto os reis jogavam xadrez, as mulheres preferiam damas, possivelmente originando daí o nome do jogo.

Retirado da Revista Caminhos da Terra, maio de 2001.

Os Faraós do Sol

AkhenatonNo Antig Egito, alguns faráos ficaram conhecidos como os Faraós do Sol. Esse título se refere aos monarcas vistos como rebeldes que instituíram um poder maior ao deus Aton e fundaram uma nova capital conhecida por Amarna. A capital do Antigo Egito no ano de 1353 a.C. estava localizada em Tebas,  governada por Amenófis III. Esse faraó construiu um conjunto de monumentos em Karnak e Luxor, centros religiosos de deus Amon, considerado o patrono de Tebas. Amon significa ''oculto'', que com o passar dos tempos fundiu-se com o antigo deus sol ''Ra'' , tornando-se Amon-Ra. O próprio Amenófis III considerava-se filho de Amon , igualando-se mais tarde ao próprio deus. Devido a sua proeza de igualar-se a esse deus, começou a erigir monumentos à sua própria divindade. Com a morte do faraó Amenófis III, seu filho Amenófis VI casa-se com Nefertiti e iniciam uma revolução religiosa que desmontaria muitos séculos de tradição no Antigo Egito. Amenófis IV tinha como objetivo elevar Aton acima de todos os deuses do panteão egípcio, até mesmo acima de Amon , que por centenas de anos prevaleceu como deus soberano.

Representação em argila da arte egípciaMais tarde Amenófis IV mudaria seu nome para Akhenaton ("o que bem serve a Aton"). Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente, que se manifestava à luz do sol. Via a si mesmo e a Nerfetiti como extensões desse deus e portanto também dignos de veneração. Para Akhenaton os raios de Sol eram as manifestações físicas de Aton.Como o deus dos egípcios passou a ser a luz do sol, eles não precisavam de estátuas em santuários internos e escuros. Assim construíram templos sem teto e realizaram seus rituais sob o sol. Houve um entusiasmo coletivo que tornou-se tangível na arte e na arquitetura. A religião que Akhenaton estabelecia rompia com mais de 100 anos de tradição artística, ordenando aos seus artistas que retratassem o mundo como ele realmente era, ou seja , em vez de representações clássicas de um faraó fisicamente perfeito matando seus inimigos, o novo soberano estabeleceu uma aparência muito mais realista a arte. Akhenaton liberou um furor criativo que deu origem a uma era que talvez tenha sido a mais requintada da arte egípcia. Revolucionou Tebas em seus quatros primeiros anos como soberano, pois mandou erguer quatro novos templos para Aton nas proximidades do templo de Amon em Karnak. Apesar da empolgação popular, esse faraó cultivou inimigos que eram contra as suas decisões. Essa fase foi decisiva para a mudança da capital para Amarna.O local escolhido para sua nova capital ficava a 280 km ao norte, sendo batizada com o nome de Akhetáton, que significa ''horizonte de Aton ''.

Mapa de Armana.jpg (14228 bytes)Arqueólogos pesquisaram durante duas décadas a vida econômica de Amarna, sendo que a descoberta mais importante foi uma coleção com cerca de 350 cartas diplomáticas escritas em tábulas de argila, achadas nas ruínas de uma construção, conhecida como casa do Faraó. As chamadas cartas de Armana fornecem um registro quase completo da correspondência entre a corte egípcia e vários governantes da Ásia Ocidental.Um dos correspondentes mais notável foi Tushratta, rei do estado Mesopotâmico de Mitani, um importante aliado que regularmente enviava filhas reais para o harém do faraó.A segunda esposa de Akhenaton, Kiya , pode ter sido uma dessas filhas reais de Mitani. Kiya gerou o único herdeiro do sexo masculino, conhecido por Tutankhamon.

Para Akhenaton sua principal preocupação era os assuntos religiosos , por isso não dava muita importância aos assuntos externos, ignorando as solicitações de Tushratta sobre os presentes prometidos por Amenófis III. A morte de Akhenaton aconteceu entre uma série de problemas religiosos e externos, após a morte de sua mãe e de duas outras filhas. Tutankhamon assumiu o poder cerca de quatro anos após a morte de seu pai . A maioria dos especialistas imagina que ele estava com 10 anos e que foi orientado por dois homens: o general Horemheb e um cortesão chamado Aye, talvez pai de Nefertiti. Esse fárao reconheceu Amon como rei dos deuses e em dois anos transferiu a capital religiosa de volta para Tebas. Logo os nomes de Akhenaton e seu deus foram erradicados e seus templos demolidos, com isso Amarna caiu no abandono gradualmente. O reinado de Tutankhamon foi curto, passando o poder para Aye que morreu três anos depois deixando o governo nas mãos de Horemheb, que fazia o possível para eliminar todos os registros da existência de Nefertiti e Akhenaton.O paradeiro da família real é uma controvérsia para os pesquisadores, pois encontraram apenas a múmia de Tutankhamon próxima de Akhenaton, mas a tumba de Nefertiti até agora não foi encontrada.

Retirado da Revista National Geographic, maio de 2001.

Heróis de Atenas

elmo de um guerreiro gregoCapacetes de soldados de 2400 anos , da Guerra do Peloponeso, estão sendo estudados em Nova Yorque e contém vestígios que podem desvendar o tamanho, a dieta e os cuidados médicos dos gregos na Antigüidade. Os capacetes foram escavados em Atenas em uma construção funerária, datada de 431 / 421 a. C. . A sangrenta Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta ocorreu entre 431 e 404 a. C. .

Os corpos dos soldados atenienses estavam colocados em tumbas comuns, divididos por tribos, do lado de fora do portão da cidade . Vasos decorados com cenas de batalhas estavam próximos das cinzas. Pesando 91 Kg, os elmos sobreviveram o bastante a cremação para servirem de análise.

 

Retirado da Scientific American Discovering Archaeology - Agosto de 2000.

A fábrica de ouro

sítio arqueológico na TurquiaAmericanos encontram na Turquia os restos da primeira casa da moeda da História. Os lídios, povo que habitava a costa mediterrânea da Turquia há 2 600 anos, sempre foram um mito para os arqueólogos e historiadores. Acredita-se que eram donos de tesouros incalculáveis, formados principalmente por moedas e jóias de ouro de uma qualidade excepcional. Até agora nenhum pesquisador conseguiu encontrar vestígio algum desses grandes acúmulos de riqueza, mas já se sabe com certeza que eles de fato existiram. Pesquisadores das universidades americanas Harvard e Cornell conseguiram reconstituir a maneira como os lídios produziram o mais puro ouro de seu tempo. A capital do reino. Sardis, tinha uma fábrica onde eram aplicadas inovadoras técnicas de separação de metais que permitiram aos lídios, durante o governo do rei Creso, no século VI antes de Cristo, cunhar pela primeira vez moedas de prata e ouro. E um segredo que levou trinta anos para ser totalmente desvendado e que acaba de ser divulgado nos Estados Unidos, em obra assinada pelo arqueólogo Andrew Ramage e pelo especialista em metalurgia Paul Craddock. do British Museum. Desde 1968, os pesquisadores procuravam entender como os lídios produziam suas moedas. As respostas só foram encontradas depois de contínuas escavações em uma região que foi habitada sucessivamente pelos persas, gregos. romanos e bizantinos. O processo foi reconstituído com base nos instrumentos encontrados no local e nos vestígios de resíduos químicos que eles guardavam. Os lídios retiravam das margens de um rio próximo a Sardis pepitas de uma liga metálica composta de ouro, prata e ainda um pouco de cobre. Para separar os metais e produzir a 'creseida', a moeda criada pelo rei Creso. Esse composto era triturado e fundido com chumbo. metal que absorvia o cobre e permitia sua retirada liga. "É impressionante corno esse povo conseguia transformar a matéria bruta em um material puro e bem acabado, diz Ramage. Pela posição geográfica do reino, as moedas lídias se espalharam rapidamente e exerceram grande influência em todo o comércio do Mediterrâneo. O uso de moeda era sinal de alto grau de civilização. Entre os caldeus, assírios, hebreus e outros povos, as transações comerciais se faziam por meio de pequenas barras e placas de metais preciosos. A creseida, com seu leão estilizado em uma das faces, inspirou todo o dinheiro produzido posteriormente.

Retirado da revista Veja de 30 de agosto de 2000 .

Qual foi o papa mais jovem?

papa Benedito IXO homem mais novo a receber o titulo de sumo pontífice da Igreja Católica foi também o que mais vezes ocupou o trono da Santa Sé: em três ocasiões o nobre romano Teofilato de Tusculana (1020-1056) foi empossado como Benedito IX. No início do primeiro mandato, em 1032, ele era uma criança de 12 anos. Só se tornou líder da igreja porque pertencia à importante família Tuscalana, de Roma e era aparentado a dois papas anteriores, João XIX e Benedito VIII. Naquela época os papas eram eleitos pela influência de nobres poderosos, diz o historiador Carlos Roberto E. Nogueira, da Universidade de São Paulo. "Nas disputas políticas entre as famílias dentro do Vaticano havia até assassinatos. Numa dessas disputas eclesiásticas, em 1044 Benedito IX foi afastado sob a acusação de ter um comportamento sexual pouco condizente com sua condição de homem santo. No seu lugar assumiu Silvestre III, da família rival Crechentii. Mas Benedito excomungou o substituto e voltou ao Vaticano. Novamente no poder, vendeu o cargo de papa a um padrinho, que assumiu em 1045 como Gregório VI. O imperador Henrique III, do Sacro Império Romano Germânico, que reinava sobre a Itália e a Alemanha, destituiu Gregório e nomeou seu protegido Clemente III —que morreu misteriosamente oito meses depois. Benedito, então com 27 anos, aproveitou a chance e convenceu o Conselho dos Bispos e reelegê-lo para o terceiro mandato. A confusão só acabou em 1049, quando Leão IX assumiu o papado e regularizou as eleições para o cargo restringindo a influência dos nobres.

Retirado da revista Superinteressante de agosto de 2000.

Encontrada em Londres tumba de dois mil anos que seria de uma gladiadora

mosaico romano mostrando uma cena de batalhaUma jovem que foi enterrada com artigos suntuosos durante a era em que Londres esteve sob o domínio romano pode ter sido uma gladiadora, disseram arqueólogos que analisaram sua tumba. A mulher, que morreu com cerca de 20 anos de idade, teve sua identificação confirmada graças à análise de um fragmento de pélvis.O corpo foi enterrado com um prato decorado com a imagem de um gladiador caído e outros vasilhames com símbolos associados a gladiadores, disse Hedley Swain, chefe do Departamento de Antigüidade do Museu de Londres.Os especialistas do museu acreditam que é a primeira vez que se descobre uma possível gladiadora em todo o mundo:"Há provas de uma cerimônia muito exótica e de alto nível, com tâmaras, amêndoas, figos e uma pomba", disse Swain. "Também há restos de pinhas importadas do Mediterrâneo, que aparentemente foram queimadas como incenso".Três lâmpadas encontradas na tumba estavam decoradas com imagens do deus egípcio Anubis. Esta divindade com cabeça de chacal estava associada ao deus romano Mercúrio. Swain explicou que os escravos vestidos como Mercúrio eram empregados para retirar cadáveres, arrastando-os para fora dos anfiteatros.Jenny Hall, curadora da seção de História Antiga do Museu de Londres, estimou que era de 70 por cento a probabilidade de os restos mortais se tratarem os de uma gladiadora."O fato de existir essa associação com gladiadores pode indicar que ela também o era, ou que era alguém profundamente envolvida com eles", afirmou Hall."É obviamente uma tumba suntuosa", acrescentou.

Já se sabia há muito tempo que as mulheres combatiam como gladiadores. Existe uma inscrição em Pompéia, na Itália, que se refere a mulheres na arena de combate e ao imperador Septimius Severus, que governou de 193 a 211 d.C..Há tumbas de gladiadores sendo escavadas em Trier, na Alemanha, mas estas não possuíam artefatos de luxo ou que indicassem riqueza, afirmou Hall. A tumba da gladiadora de Londres foi encontrada em um cemitério romano murado, na margen sul do Rio Tâmisa, no que agora é Southwark. Os arqueólogos do museu também continuam analisando os resultados de suas escavações do anfiteatro romano encontrado perto da City, o distrito financeiro de Londres. O anfiteatro teria capacidade para sete mil espectadores, o que representava cerca de um terço da população de Londres sob domínio romano.

Retirado do site www.cnnemportugues.com.br em 14 de setembro de 2000

Egito encontra mais 102 múmias

Após um ano de escavações num cemitério no oásis de Bahariya, 370 km a sudoeste do Cairo, arqueólogos egípcios abriram outras 7 tumbas e descobriram mais 102 múmias, entre elas a de um poderoso conselheiro de uma das últimas dinastias de faraós. Zahi Hawass (Universidade da Califórnia/EUA), diretor de escavações do antigo cemitério, afirma que essas descobertas são possivelmente as mais importantes em muitas décadas. Ele dá descrições detalhadas dos achados em um novo livro, "O Vale das Múmias Douradas" (referência às elaboradas máscaras mortuárias), que será publicado em outubro.

Em abril, ao entrar numa seção mais afastada das tumbas, Hawass encontrou num pequeno quarto um grande sarcófago de calcário com forma humana. Ele pertencia a um influente governante, Zed-Khonsu, procurado por outros estudiosos desde 1900. Segundo os arqueólogos, a retirada da múmia de dentro do sarcófago foi como abrir um "boneca russa": ao retirarem a pesada tampa de calcário, descobriram outro sarcófago feito de alabastro. Dentro dele, estavam o caixão de madeira e a múmia do vizir. Hawass diz que o oásis de Bahariya parece ter conquistado um período de paz e prosperidade durante a 26ª dinastia, especialmente durante o reinado de Amósis 2º, de 570 a 526 a.C. Rosalie Davis, especialista em estudos com múmias no Museu de Manchester (Reino Unido), saudou as descobertas em Bahariya dizendo que essa é provavelmente a maior concentração de múmias egípcias já descoberta. Estima-se que a necrópole do Vale das Múmias Douradas contenha centenas de tumbas e até 10 mil cadáveres.

Retirado da Folha de São Paulo de 12 de setembro de 2000

Assassinato ou obesidade?

máscara funerária de TutancamonQuase 80 anos depois de descobertos, os pertences do faraó Tutancâmon continuam provocando polêmicas. Mas, desta vez, o problema não está sendo causado por imaginosos fabricantes de mistérios, e sim por respeitáveis cientistas. Com base nas roupas encontradas na câmara mortuária do jovem faraó, morto aos l8 ou 19 anos, pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, levantaram a suspeita de que ele pode não ter sido assassinado, como se supunha. Tutancâmon teria sido vítima da obesidade ou de alguma doença que provocava grande distensão abdominal. As roupas sugerem que a circunferência dos quadris do rei era, no mínimo, 30 cm maior do que a de seu peito. Como a múmia do faraó está muito deteriorada para que se possa chegar a qualquer conclusão, os estudiosos esperam o teste de DNA para resolver o enigma.

Retirado da revista Galileu, setembro de 2000

Os Essênios

Ruínas do monastério de Quram, no deserto da Judéia, em IsraelPara os historiadores, os essênios seriam até hoje uma nota de rodapé na História se, em 1947, dois pastores beduínos não tivessem por acidente levado a uma das maiores descobertas arqueológicas do século. Escondidos em cavernas próximas do Mar Morto, em Israel, 813 manuscritos redigidos pelos essênios entre 225 a. C. e o ano 68 da nossa era guardavam as mais antigas cópias do Antigo Testamento, calendários e textos da Bíblia. Perto das cavernas, em Qumran, estavam as ruínas de um monastério essênio (foto) e um cemitério com cerca de 1200 esqueletos, quase todos masculinos. O achado deu início a um longo e árduo esforço de tradução dos manuscritos por teólogos e cientistas de várias universidades no mundo. Milhares deles estavam em pedaços minúsculos, menores do que uma unha. "Hoje, 90% dos textos já foram transcritos", diz o teólogo Geza Vermes, da Universidade de Oxford, que pesquisa os manuscritos. O que já é suficiente para moldar uma imagem mais precisa da história, da doutrina, da crença e dos hábitos essênios, que ficaram séculos a fio esquecidos nas ruínas daquele monastério.

Cavernas onde foram encontrados os manuscritos.O surgimento da doutrina essênia aconteceu em tempos conturbados. Os judeus viveram sob dominação de diversos povos estrangeiros desde 587 a.C., quando Jerusalém foi devastada pelos babilônios, habitantes da atual região do lraque. Por volta do século II a.C., o domínio era exercido pelos selêucidas, um povo grego que habitava a Síria. A cultura helenista proliferava e a tradição hebraica sofria fortes ameaças. Para recuperar o judaísmo, os israelitas acreditavam na vinda do Messias que chegaria ao final dos tempos para exterminar os infiéis e salvar os seguidores da Bíblia. A chegada do Salvador poderia se dar a qualquer instante. Os mais ortodoxos seguiam tão à risca os preceitos religiosos e buscavam a ascese e a pureza com tal fervor que ficavam chocados com os hábitos mundanos dos gregos e a presença de leprosos, cegos, surdos e cachorros passeando pela cidade e pelos templos. Entre eles estavam os essênios. Um dia boa parte deles, liderados por um sacerdote, partiu para o Deserto da Judéia (atual Israel) para orar, meditar e estudar as leis sagradas. Longe, bem longe, de tudo o que eles consideravam impuros. Surgia assim o monastério de Quram, uma das primeiras comunidades monásticas do Ocidente.

Retirado da Superinteressante: Ano 14, nº. 8 , agosto de 2000
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Gente como a gente – a aurora do homem

pinturas rupestres da caverna de Chaveut.A maioria dos antropólogos acredita que os humanos abandonaram a consciência incipiente do mundo animal e se tornaram solucionadores de problemas, criadores de arte, inventores de rituais e infinitas tecnologias na fase final da Era Glacial, em algum momento entre 130 mil e 10 mil anos atrás. E, por muitos anos, os mais antigos vestígios arqueológicos desse "comportamento moderno" vieram das cavernas francesas de cro-magnon (descobertas no século XIX). Contudo, em 1999, uma equipe de pesquisadores chefiados por Alan Thorne, descobriu no continente australiano, fósseis com idade aproximada de 62 mil anos (cálculos estes, baseados em três diferentes métodos, embora ainda permaneçam as controvérsias em torno dessas datas). Levando em conta que os fósseis cro-magnon mais antigos da Europa remontam a cerca de 32 mil anos (e se as datações para os fósseis australianos estiveram corretas), esse homo moderno já andava pela Austrália pelo menos 30 mil anos antes que no continente europeu.  Muitos cientistas acreditam que o comportamento moderno do homem tenha surgido na África, porém, até pouco tempo, havia vagos indícios dessa existência em épocas tão antigas quanto na Austrália. Recentemente, um tesouro de artefatos com características modernas foi escavado na extremidade meridional da África do Sul e é provável que esses vestígios tenham mais de 70 mil anos. Nessa região africana, foram encontrados mais de 30 utensílios de osso, incluindo furadores e pontas de lança. A produção bem desenvolvida de utensílios só apareceu na Europa por volta de 40 mil anos atrás.          

homem-leão encontrado em Aurignac na França.Apesar de os lampejos iniciais do comportamento moderno estarem luzindo longe da Europa, esse continua sendo o continente que contém os melhores indicadores do modo como a mente humana evoluiu durante a última glaciação. A produção mais antiga de utensílios de pedra dos cro-magnons europeus é chamada de aurignaciana (referente ao sítio de Aurignac, na França) e representa um período de intensa produção artística. Uma das figuras mais impressionantes é a chamada "homem-leão"(ver figura), com aproximadamente 30 centímetros de altura, combinando um leão das cavernas com a postura ereta de um ser humano. Outro tesouro da arte aurignaciana foi descoberto no final de 1994, nas paredes da pequena caverna de Chaveut na França (em cima à direita) – imagens fantásticas de leões, rinocerontes, ursos e panteras decoravam as paredes. É provável que aquelas figuras tenham sido pintadas entre 14 mil e 17 mil anos, como as de Lascaux e Altamira. O surpreendente é que nessas últimas, as figuras eram de animais caçados pelos humanos, ao passo que a nova descoberta revelou imagens de animais perigosos para o homem.

Cerca de 7 mil anos depois dessas pinturas, emergiu na Europa uma nova indústria denominada gravetiana (devido ao sítio francês de La Gravette). Além de várias evidências fascinantes desse grupo, os gravetianos também desenvolveram práticas de sepultamento, com estatuetas de animais e discos esculpidos que talvez indiquem um culto ao Sol e à Lua.

Adaptado da revista National Geographic – Brasil (julho de 2000).

Manuscritos medievais do Saara estão desintegrando.

manuscritos em péssimo estado de conservação .Milhares de manuscritos ressecados, da Idade Média, valiosíssimos, estão desibntegrando nas cidades de Chinguetti e Ouadane, no noroeste da África, Mauritânia. Os documentos foram abandonados nas antigas cidades do deserto por viajantes e peregrinos na rota para Meca, em meados do séc. VIII d. C. . Eles contém escritos sobre a vida islâmica, literatura, medicina, astronomia, matemática, além do diário de vida das pessoas. Por 1300 anos, as famílias tem passado os manuscritos de geração pra geração. As bibliotecas privadas de Chinghetti e Ouadane contém cerca de 3450 volumes, 90% deles terrivelmente deteriorados pelo tempo, clima, insetos, pela areia, além do manuseio, especialmente de turistas.

Uma campanha para preservação desta antiga coleção tem sido iniciada pela UNESCO; a Associação "Bibliothequès du desert" , a Rhone- Poulenc Foundation / Instituto da França, e uma cadeia de lojas de livros. O plano inclui a catalogação e preservação dos manuscritos.

Retirado da Scientific American Discovering Archaeology - Agosto de 2000.

Revelando escritos de antigos sábios

Em Constantinopla, numa época em que pergaminho era uma raridade, alguns monges do século XII quiseram escrever um livro de orações. Para isso, rasparam antigos escritos com a intenção de aproveitar novamente as folhas. Com essa operação de reciclagem desastrosa, apagaram sete tratados escritos por Arquimedes, o matemático grego que viveu três séculos antes da era cristã. Os tratados tinham sido transcritos por monges em meados do século X. Agora, entretanto, uma equipe formada por físicos e peritos em restaurações criou um método para revelar o conteúdo das antigas inscrições. Os textos tinham desaparecido durante a Primeira Guerra Mundial, mas ressurgiram em 1998, quando um colecionador pagou dois milhões de dólares pela raridade.  O físico da Universidade Johns Hopkins está usando microscopia confocal e outras técnicas de uso mas comum no estudo de células. A luz laser incide sobre o manuscrito e revela o que estava redigido em várias lâminas sobre a superfície. Os cientistas estão iluminando a obra com várias cores, ou comprimentos de onda de luz, e usando computadores para amplificar as reflexões selecionadas. A primeira transcrição revolucionou o conhecimento sobre o tratamento de Arquimedes em geometria e física. Trata-se de uma versão sobre "Método dos Teoremas Mecânicos", onde Arquimedes discute, por exemplo, como chegou à formula para o cálculo do volume da esfera.

Extraído do jornal Gazeta do Povo, 13 de agosto de 2000

Arqueologia aérea na Jordânia

fotografia da região tomada de um avião.Através de visualizações aéreas, pesquisadores puderam captar maiores informações dos sítios arqueológicos jordânios, algumas das quais invisíveis do chão. Desde 1970, a arqueologia aérea tem triplicado o número de sítios conhecidos na região. Um de seus mais famosos é Petra, onde esse método de escavação forneceu novas perspectivas. Na fotografia, é possível observar o túmulo nabatense construído no século I antes de Cristo, escondido dentro da rocha. A pequena figura humana em sua frente, revela a imensa estrutura no interior da formação rochosa, o qual prolonga-se para além da construção. Através da nitidez fornecida pela arqueologia aérea, os pesquisadores têm a possibilidade de compreender e estudar os sítios em sua totalidade, levando em conta as construções realizadas e suas relações com o meio.Outro sítio jordânio é o Khirbat Mudaybi, uma fortaleza utilizada em diversos períodos. Originalmente, ela parece ter sido construída entre 1200 e 300 antes de Cristo, mas também é provável que tenha sido ocupada até o fim do período islâmico. Do chão, as reminiscências são visíveis e impressionantes, ainda que não seja possível ver o sítio a partir de algumas direções. Além disso, as cordas que prendem os animais dos modernos beduínos confundem a interpretação histórica no sítio. A partir da observação aérea, contudo, são reveladas as linhas que indicam essas antigas construções, fornecendo as dimensões aproximadas da fortaleza (de 83 a 88 metros quadrados). As confusas linhas das paredes internas do forte são desvendadas pela fotografia como uma larga construção retangular, contendo um pátio central, rodeado por salas. Essa construção deve ter sido realizada pelos nabatenses, por volta do ano 300 a 106 antes de Cristo.

Retirado da revista Aramco World - Agosto de 2000

A Civilização do Indo

A maioria dos tijolos foi saqueada e usada em construções.A cidade de Harappa, ocupava uma área em torno de 150 hectares, uma das maiores áreas da Antigüidade entre 2600-1900 a.C. Pode ter sido um dos muitos centros urbanos ligados pelo comércio e parentesco que unia a "Civilização do Indo".A roda era utilizada tanto para o transporte como para a fabricação de cerâmica, foram encontrados objetos de cerâmica que comprovam a utilização da roda no processo de fabricação. Os habitantes de Harappa foram os primeiros a usar tijolos cozidos nas construções.Como na Mesopotâmia, possuíam um sistema próprio de escrita, até hoje não decifrado, isso é um dos motivos que dificultam o estudo dessa civilização.As escavações demonstram que já em 3300 a.C. havia uma aldeia no local onde se desenvolveria Harappa, isso leva a crer que a civilização do Indo não foi influenciada pela civilização mesopotâmica. As escavações também demonstraram que a população entalhava símbolos por volta do mesmo período em que o povo mesopotâmico desenvolvia seu sistema de escrita.Durante as escavações foram encontrados vários ossos de animais, o que pode indicar a presença da carne na alimentação, além de ossos de elefantes, levando a acreditar na domesticação desses animais para serviços pesados.Muitos sítios arqueológicos foram pilhados para retirar os tijolos para empregá-los na construção.Os artefatos mais encontrados foram os sinetes, em geral feitos de pedra usados para estampar desenhos em retângulos de argila que poderiam ser colocados junto às mercadorias para indicar o proprietário, ou demonstrar que uma pessoa fazia parte da comunidade.Não foram encontrados grandes templos nem túmulos, também não encontraram nenhum objeto com cenas de guerra. Encontraram indícios de que Harappa era formada principalmente por artesãos e mercadores, tijoloobjetos de cornalina(tipo de ágata) originárias do Indo foram encontradas em túmulos da Mesopotâmia. Não se tem resquícios de muralhas em torno da cidade.Nas escavações realizadas em Mohenjo Daro, interrompidas na década de 1960 pelo motivo do esfarelamento dos tijolos, foram encontrados vestígios da presença de banheiros com plataformas para banho e latrinas com assentos apoiados em bases de tijolos, os dejetos corriam para encanamentos revestidos de tijolos ou para depósitos enterrados no chão.Não há sinais de ataques ou da chegada de novos povos que levassem ao declínio da população, hipóteses levam a crer que a inconstância dos rios tenha sido a principal causa para o declínio.

Extraído da  Revista: National Geographic Brasil. Vol. 1 n.º 2, Junho 2000

 Mulher tinha um papel distinto na sociedade Celta

Dama de Elche, obra-prima da antiga arte da Espanha Céltica. descreve uma dama ceelta da Ibéria do séc. II a. C.Historiadores recentemente tem começado a admirar e reconhecer também as contribuições culturais dos Celtas. Os romanos assimilavam e adotavam o que de melhor havia nas culturas dos povos conquistados, mas também suprimiam alguns aspectos que íam de encontro com os valores Romanos. Uma das coisas que foi rejeitada foi a posição das mulheres na sociedade Celta. Na sociedade Romana a mulher era lançada às margens da vida política, cultural e econômica, já no mundo Celta a mulher possuía independência do seu marido e possuía muitos direitos legais dos quais as romanas não podiam nem sonhar.Uma mulher da nobreza Celta tinha direito à palavra nos concílios dos chefes, podiam comandar exércitos e realizar relações diplomáticas. Era rotina da vida da mulher Celta a prática da caça, da montaria de animais e do treinamento no uso das armas, fato confirmado pela literatura Celta. Por exemplo, um legendário guerreiro chamado Irish foi treinado por duas mulheres da nobreza Celta, fato considerado normal.

Plutarco relata uma história de um encontro entre Celtas e Romanos em que uma nobre chamada Chiomara, serviu como embaixatriz nas negociações com um comandante da guarnição romana. Em vez de ser recebida com honrarias a nobre foi roubada e violentada sexualmente pelo oficial romano, foi feita prisioneira e teve que ser resgatada por seu marido, o chefe Ortagion, com um pagamento realizado secretamente e pessoalmente ao comandante. Antes do romano conseguir escapar com os lucros ilícitos destas negociações, Chiomara cravou-lhe uma espada e o acertou com uma pancada matando-o e dizendo: "assim é melhor, pois somente um homem dos que me conheceram sexualmente deve viver". Ela presenteou seu marido com o troféu humano, que sem pensar duas vezes, expôs o corpo em público e o queimou em uma comemoração de encerramento do ano Celta. A partir disso a mulher Celta abrigava um acirrado ódio contra sos romanos e este ressentimento gerava ânimo por gerações nas sangrentas lutas entre as duas sociedades. Uma paz permanente tornou-se impossível devido às grandes diferenças sociais existentes.

Extraído do artigo: "Roman conquest of Spain", da revista Military History de junho de 2000.

 Os Manuscritos de Beit Al Qur'an

uma das páginas do épico Persa.  Na pequena ilha de Bahrain, no Golfo Arábico, está localizada a Casa de Beit Al Qur'an, um grande museu islâmico, que se responsabiliza pela conservação e restauração de manuscritos do livro sagrado do Islão, além de outros artefatos. Fundado pelo Dr. Abdul Latif Jassim Kanoo, o museu é fundamentalmente um espaço para a conservação da cultura islâmica. O museu conta com uma seção especial, o Mathaf al-Hayat (o Museu da Vida), composto por dez salas e dois pisos conectados através de rampas e muretas, tendo no acervo: armaduras, cerâmicas, objetos de vidro, tecidos, instrumentos científicos, manuscritos, vestimentas e ornamentos de diferentes períodos e regiões (China, Tunísia, Marrocos, Irã e Índia). Alguns dos mais esplêndidos exemplares de cerâmica datam do século IX; muitas delas, oriundas de semelhantes centros tradicionais do Islão: Bukhara, Raqqah, Tehran e Iznik (atualmente o Uzbequistão, Iraque, Irã e Turquia). Há ainda, no acervo, um belo cântaro persa do século XII feito em Kashan, decorado com esmalte preto emanuscrito do livro sagrado islâmico motivos em cobalto azul, aplicado sobre um fundo creme com escritos no centro e na borda. Os manuscritos que fazem parte da coleção incluem um épico persa, o Livro de Reis (Shahnamah), contendo 60 000 versos do poeta Mansur Abu Kasim Firdawsi, ilustrada com 79 reproduções em miniatura, incluindo cenas de batalha. O Qur'an é um livro sagrado e a essência do Islão. Ele abarca aspectos da vida espiritual e material da tradição islâmica. Acredita-se que o Qur'an pode ser uma mensagem dos deuses, transmitida ao profeta Muhammad. Muitas composições de artistas modernos usam frases ou versos retirados do Qur'an, o que atesta a vitalidade contínua da tradição. Fundado em 1990, Beit Al Qur'an é, pois, um museu, um instituto de pesquisa e um tesouro cultural islâmico.

Retirado da Revista Aramco World (maio/junho de 2000)

 O Egito no fundo do Mediterrâneo

cabeça do deus-sol SarapisEntre os achados arqueológicos egípcios encontrados no fundo do Mar Mediterrâneo, em junho de 2000, figuram templos, casas e estátuas intactas como esta cabeça do deus-Sol Sarapis. As ruínas correspondem às cidades egípcias de Heraklion, Canopus e Manouthis, com aproximadamente 2500 anos de idade e pertenceram ao período de dominação grega do Egito.

 

Retirado da Revista Super Interessante (julho de 2000)

 Mitos da Mesopotâmia - O dilúvio

diluvio.jpg (32079 bytes)É possível encontrar a história do dilúvio em muitas sociedade antigas. Uma delas refere-se aos povos que habitaram a Mesopotâmia, região encontrada entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje, localiza-se o Iraque. Muito próximo da narrativa bíblica, o mito mesopotâmico é parte da Epopéia de Gilgamesh e corresponde aos anseios deste rei na busca pela imortalidade da alma. Conta a tradição que os deuses decidiram impor um grande dilúvio à humanidade. Um dos deuses, porém, avisou um mortal (Utnapshitim) da tragédia que se aproximava. Esse "Noé mesopotâmico", instruído pelo deus Ea (deus da sabedoria, aquele que sabe de tudo), constrói um barco grande, e leva para o se u interior todas as sementes dos seres vivos. Então, o dilúvio chega, e por seis dias e sete noites, o vento sopra e as tempestades castigam a Terra. Quando chega o sétimo dia, o mar se acalma, o vento se aquieta e a inundação começa a regredir. Utnapshitim soltou primeiramente uma pomba e, em seguida, uma gaivota: ambos retornaram. Finalmente enviou um corvo que não mais voltou, indicando que a s águas tinham baixado. Logo depois, foi feito um enorme sacrifício em homenagem aos grandes deuses. Os deuses tornaram Utnapshitim e sua esposa imortais e é em busca dessa dádiva que acontece todo empreendimento do rei Gilgamesh.

Retirado do jornal: Qualidade de Vida, mês de Julho de 2000.