O MITO DE PROMETEU E PANDORA:

EM OS TRABALHOS E OS DIAS DE HESÍODO

     

Maria Helena Morimitsu

      Por um longo período, houve uma tendência de um modo geral em identificar a civilização  grega  com o esplendor do período dito Clássico, em Atenas, no   decorrer  do século V a. C.    Recentemente, pesquisadores  fixaram   seu  olhar   no   período anterior, naquele   período   que,  por comodidade,   costuma   designar-se por Arcaico. Os estudos baseados em novas abordagens da história grega referentes a este tempo demonstraram que longe de ser apenas uma mera "pré-história" do "Século de Ouro" provou ser o próprio cadinho no qual foram sendo moldados os elementos  que viriam   a sedimentar  a cultura Clássica. Uma releitura dos mitos revelou os modos de pensar e sistemas de valores que viriam a subsistir  por longo  tempo e a dar  corpo às diferentes   formas de  expressão do pensamento dos gregos.  No caso do Mito de  Prometeu e  Pandora não foi com a tragédia ou com o  pensamento  filosófico que se foi propagado  entre os  gregos.  Porém foi com a poesia.

        A  Ilíada  e  Odisséia  de  Homero  são ainda  as  principais  fontes utilizadas pelos pesquisadores  para  compreender  a Grécia Arcaica  e a formaçào da Grécia Clássica. De forma  que  esses  poemas  são, infelizmente, as principais  fontes que estabelecem uma vaga, mas de certa forma confiável, descrição sobre a vida social, econômica e política da Grécia num  período tão  recuado.   Mas outra fonte se mostra capaz de estabelecer estes aspectos.   Trata-se  do  poema  Os Trabalhos  e   os  Dias   de Hesíodo,   considerado   um contemprâneo  de  Homero,   mas que  apresenta formas de abordagens, tanto estilísticas como  temáticas,   bem diversas deste autor. É com Hesíodo que esta seção irá se basear para  mostrar  um  pouco  da   Grécia Arcaica  baseando  o enfoque na questão do mito de criação do homem: o Mito de Prometeu e Pandora.

   

O mito de Prometeu e Pandora

 

 

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