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Administração, obras e riquezas



O reino de Salomão cresceu consideravelmente em tamanho e população, se estendia desde o Eufrates até o Mediterrâneo e  Egito. Para administrá-lo,  desenvolve-se um novo sistema com ministros, secretários e superintendentes. A administração é dividida em três grupos, criam-se doze distritos ou prefeituras administrativas, cada qual com seu respectivo governador. A casa real era provida por estes distritos que se revezavam mandando farinha, frutas, aves, bois, carneiro, cevada para os cavalos e outros proveres.  Em média consumia-se por dia na casa real 30 coros (9) de flor de farinha e sessenta coros de farinha comum. Dez bois cevados e vinte bois de pasto, cem carneiros, cervos, cabras, búfalos e aves. Em seus estábulos haviam quatro mil cavalos para serem utilizados em  carros e doze mil para cela. Os gastos incluíam a guarnição da capital.

 Proveres Maquete da cidade de Megido Vista aérea de Megido          O ouro é apontado como a principal riqueza do reino, segundo as crônicas reais, a renda anual era de seiscentos e sessenta e seis talentos, o que corresponderia a vinte e nove toneladas de ouro. Este número, por mais exagerado que seja dá a idéia dos progressos  alcançados. Grande parte dos vasos  do palácio de Salomão (chamado de "Bosque do Líbano") eram de ouro, as baixelas, os frascos, as taças da mesa do rei são feitos do ouro que a cada três anos é trazido de Tarsís, juntamente com carregamentos de prata, pedras preciosas, ervas aromáticas, marfim, macacos, ou provenientes de Ofir de onde vinham madeiras raras para a fabricação de liras e harpas. Salomão associou-se a Hiram de Tiro para montar uma frota no Mar Vermelho: seus navios transportavam o cobre das minas de Asiongaber para a Arábia e a Etiópia, e em troca importavam para Israel ouro, marfim e as riquezas deste país. O rei utilizava escravos nas minas, nos navios e nas indústrias do Estado.

       Em algumas cidades, Salomão vai concentrar carros de combate até então desconhecidos em Israel. Os carros, comerciava do Egito, cavalos da Cicília. Dispunha de quatro mil carros com três homens para cada um, o que somava doze mil homens para combater em carros. Toda essa infra-estrutura bélica faz-se necessária para manter as fronteiras e assegurar a paz interna. Salomão passa a embelezar várias cidades, construindo palácios nos quais residiam os governadores de distrito. Uma das cidades privilegiadas por ele é a cidade de Megido governada por Bana. Esta era uma das cidades onde ele mantinha seus cavalos. O Instituto Oriental  da Universidade de Chicago, auxiliado pelo governo da Palestina, 1924, adquiriu o direito de escavar a colina de Megido, dessa data em diante tem estado sistematicamente a remover camada após camada, registrando e preservando tudo quanto tem valor histórico. Descobriu em Megido as ruínas das cavalariças de Salomão, encontrando os moirões de pedra, onde se prendiam os cavalos, e os cochos onde comiam.

 Planta da cidade de Megido

        Ao fim de vinte anos quando Salomão termina a construção do templo e dos palácios para os quais o rei Hiram havia mandado toda a madeira e o ouro que Salomão pedira, é dado como pagamento a Hiram, vinte cidades da Galiléia. "Hiram veio de Tiro para ver as cidades que Salomão lhe havia dado e elas não lhe agradaram; ele disse: "que cidades são estas que me deste irmão?" e deu-lhes o nome de "terra de Cabul". ( I Reis 9: 11, 12) Cabul  significa "do nada". O livro de II Crônicas (8: 2) relata que Hiram recusou as terra devolvendo-as  a Salomão que estabeleceu nestas os filhos de Israel.



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